.we gonna spin through the stars.

Rainer Maria Rilke.

O tempo não é uma medida. Um ano não conta, dez anos não representam nada. Ser artista não significa contar, é crescer como a árvore que não apressa a sua seiva e resiste, serena, aos grandes ventos da primavera, sem temer que o verão possa não vir. O verão há de vir. Mas só vem para aqueles que sabem esperar, tão sossegados como se tivessem na frente a eternidade.

A Carapuça Que Sirva.

21 anos, falso, mimado, presunçoso, ardiloso, soberbo e egoísta. É um imenso desprazer, finalmente, ter que cumprimentá-lo. Venho contando quantas vezes você fez a minha pequena chorar, desde que entrei em sua vida, por causa da sua completa inabilidade de lidar com perder o que você não deu valor.

Um a zero. O primeiro ponto é seu. Fique sabendo que eu não teria apertado sua mão se houvesse reparado que era o senhor, ‘caro amigo’, mas aquele sorrisinho desdenhoso não me engana, muito menos me diminui.

Eu devo, como uma pessoa de boa índole, pedir desculpas pela minha menina, pois eu também li o que alguns posts abaixo está escrito, e fiquei com meu coração na mão por ‘desconhecer’ a autora daquela asneira, mas diferente de você, que ‘conhece’ essa pessoa especial há vários anos, eu compreendo que todos estamos à mercê do impulso numa hora de desespero, ira, medo e por aí vai a vasta lista.

Não se acanhe, meu amigo, o que está escrito aqui não é lido por muito mais que dois pares de olhos (os meus e os de minha pequena), então o senhor não precisa se preocupar em engendrar suas mentiras para se explicar. É dito que a mentira tem perna curta, e o mesmo vale para essa sua zombaria e difamação infundada em calúnias.

Eu também sei jogar esse seu jogo sujo. Mas não se preocupe ainda, porque isso não é uma ameaça, é só um aviso, e esse seu jogo sujo, eu jogo limpo. Fique sabendo que eu enfrento dor, sofrimento, frio, fome, doença e até a morte, se for preciso, por essa pessoinha especial que você nada sabiamente deixou escorregar por entre seus dedos. Enfrentar você vai ser como enfrentar uma pulga atrás da orelha.

Eu não quero nada mais que o justo: deixe a minha pequena em paz. Cuide da sua vida e atenha-se exclusivamente a ela. Eu não dou a mínima se você ganhar na Mega, se virar o pianista mais requisitado dos quatro cantos do planeta ou se você morrer amanhã. Eu tô cagando e andando pra você. Mas… Se você pisar no calo da minha pequena, então a coisa fica pessoal.

E ah!, a propósito, meu nome, (que você que não conhece aquele velho jargão “cada cachorro que lamba a sua caceta”) já deve estar careca de saber, é André Demenech.

Eu não vim aqui pra me ajoelhar e implorar por perdão.

Eu escrevi um post há alguns dias, expondo todos os meus sentimentos e alguém achou que tinha o direito de sair expondo o meu desabafo. 

Pois bem, aqui eu estou pra pedir desculpas caso alguém tenha se ofendido. Eu estava com raiva sim, e com um monstro dentro do meu peito, que alguma hora tinha que sair. Eu não posso viver com os fantasmas do passado. 

Eu não tenho culpa que alguém ainda se importa com o que eu tenho a dizer, e se um texto gerou tal repercussão é porque alguém não consegue parar de fuçar na minha vida e se preocupar com ela, mas aí vai um recado, pode deixar que da minha vida eu cuido, eu não preciso de mais olhos. 

O que eu escrevi e o que eu escrevo aqui, eu não saio espalhando pra todo mundo. Isso aqui é a minha intimidade, um modo de eu poder falar o que eu quero, de demonstrar os meus sentimentos, sem precisar contar pra alguém e envolver mais pessoas. 

Agora não é minha culpa se alguém saiu por aí contando o que deveria ser apenas um assunto meu para comigo. 

Momentos de raiva e tristeza, às vezes causam atitudes desesperadas, e mesmo eu me preocupando em não deixar isso afetar alguém diretamente, não resta nenhuma consideração por mim. 

Eu fui ferida por vocês. Talvez seja uma cicatriz que demore muitos e muitos anos pra cicatrizar. Eu só estou tentando viver, tentando deixar isso ir embora. Alguns sofrem sozinhos. Eu sofro sozinha. Então, se vocês ainda tem um pouco de caráter, deixem que eu sofra em paz no meu blog, nos meus textos. 

Obrigada. 

It’s time to…

Que eu gostaria de ter dito.

Algumas coisas não são reveladas. Então elas ficam presas dentro de você, durante alguns minutos, horas, dias, semanas, meses, anos. Mas nesses dias eu sinto a necessidade de finalmente escrever as palavras que eu gostaria de ter vomitado. Às vezes eu não posso pensar em não chatear as pessoas, quando elas já me jogaram no chão e pisaram em mim como se eu fosse um papel sujo no asfalto frio. E sim, eu finalmente cansei. Essa vai ser a última vez que eu vou pensar nisso. Essa vai ser a minha despedida sobre esse assunto. E eu não vou mais chorar. EU NÃO VOU. 

Eu tinha um namorado, que eu achava que amava mais do que tudo na vida, eu fiz alguns planos, mas não importava qual era o tamanho do meu amor, ele preferia jogar a porcaria do xbox com um amigo dele, que eu tenho certeza que tinha um amor platônico por ele, já que o amiguinho olhava pra ele com um desejo que me enojava. Esse meu ex, ele me contava algumas histórias nojentas sobre esse amigo dele, que comprovam ainda mais as minhas dúvidas. Então, quando eu finalmente encontrei o amor da minha vida, a pessoa que me devolveu a vontade de amar, eu resolvi me livrar daquele menino, porque era isso que ele era apesar dos vinte e um anos. Ele, desesperado, me pediu pra voltar umas cinco vezes, eu neguei todas, e então desencadeei uma espécie de ódio irracional dentro dele. 

Eu tinha uma banda. Ele era o tecladista. E por causa do meu término, o filho da puta resolveu que ia foder a minha vida. Então ele convenceu todos os meninos, menos um guitarrista, que eu era a vilã da história, a vadia, a filha da puta egoísta. Eles montaram uma outra banda em segredo, me deixando de fora, alegando que as minhas letras e melodias não eram boas suficientes, e então chamaram um emozinho qualquer pra me substituir, um cara que não sabe nem o que é uma semínima, e que nunca fez uma aula de técnica vocal decente. Acontece, que não existe ninguém que possa me substituir. Eu sou musicista, eu sou cantora, eu sou intérprete, eu tenho uma voz rara, eu sei as mais diferentes técnicas. E ele? Enfim, é até engraçado, porque o meu ex vivia reclamando dos meninos da banda, principalmente do guitarrista que agora faz parte da bandinha de merda que eles criaram. Ele dizia que ele não sabia criar nada, que só ouvia as mesmas merdinhas, e só sabia brincar de rockstar, e adivinha? Agora eles são melhores amiguinhos. 

Ah, falando em melhores amigos, perdi a conta de quantas amizades ele fez nesses últimos meses. E isso não chamaria minha atenção, a não ser pelo fato que todas as amizades que ele fez agora, eram alvos de críticas e ofensas dele. A professora de canto da escola que eu trabalho, um dos “melhores amigos” dele, e adivinha, a atual namorada dele era a menina que ele dizia ser estranha, feia, e muito ruim na hora de cantar. Irônica a vida, não? 

Então, ele tentou colocar todos contra mim, tirou de mim a coisa que eu mais amava, e ainda esperava que eu voltasse com ele. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA. É engraçado demais. Agora ele fica postando no facebook quão boa a vida dele está, mas quer saber? Tudo fachada. Aposto que o filho da puta chora todos os dias por minha causa, e quer saber? Espero que ele chore muito, mas muito mesmo, e que sofra como se estivesse no inferno. Ele arrancou meu sonho sem perguntar. Quero mais é que ele se foda. Acha que eu não vejo os olhos brilhando ao me ver linda na frente dele? 

Falsidade. É isso que descreve esse cara. Hoje eu me lembro de todas às vezes que ele deve ter me enganado. Da amiga que ele já pegou ir na casa dele misteriosamente em casa. Do cinema com o amigo dele mais duas amigas quando eu tava viajando. Dos e-mails que ele trocava com a ex enquanto nós estávamos juntos. É, eu fui idiota mesmo, mas agora quem é o idiota da história, é ele.

Hoje eu sou a pessoa mais amada desse mundo, a mais querida, a mais cheia de carinho. Meu amor é o meu tesouro mais precioso, é o homem da minha vida, é o futuro pai dos meus filhos, aquele que vai estar comigo no meu último suspiro, aquele que vai secar minhas lágrimas, que vai me provocar sorrisos, que vai me abraçar nos dias frios, que vai me amar como jamais outro homem vai fazer. E o meu ex? Vai continuar vivendo nessa vida de bosta dele, de enganações, de máscaras. 

Eu vou esquecer ele daqui alguns anos. Mas ele não.

Eu vou alcançar o topo, e algum dia, ele vai querer me esquecer, mas não vai conseguir, porque o meu nome e o meu rosto vão estar estampados por todos os lugares. E quem vai estar nas fotos e premiações comigo, vai ser o meu único e primeiro amor. André Demenech, e eu vou carregar o sobrenome dele. Junto com os nossos filhos. 

E isso era o que eu gostaria de ter dito.

Ainda me lembro de quando meus “colegas de escola” me ofendiam com os piores apelidos que uma garota podia ouvir.
Ainda me lembro de chegar em casa chorando, implorando pra que a minha mãe não me levasse mais na escola.
Ainda me lembro dos dias só bebendo água, achando que só ia ser aceita se estivesse dez quilos mais magra.
Hoje eu olho as minhas fotos e penso.
Se foderam, filhos da puta. 
E isso é só o começo. 

Ainda me lembro de quando meus “colegas de escola” me ofendiam com os piores apelidos que uma garota podia ouvir.

Ainda me lembro de chegar em casa chorando, implorando pra que a minha mãe não me levasse mais na escola.

Ainda me lembro dos dias só bebendo água, achando que só ia ser aceita se estivesse dez quilos mais magra.

Hoje eu olho as minhas fotos e penso.

Se foderam, filhos da puta. 

E isso é só o começo. 

Sorria, meu amor.
Não importa se as coisas não saiam como planejamos, eu vou estar aqui pra você.
SEMPRE. 

Sorria, meu amor.

Não importa se as coisas não saiam como planejamos, eu vou estar aqui pra você.

SEMPRE. 

Nadei e cantei.

Cantei e nadei. 

Nadei nas melodias de notas inaudíveis, e cantei no mar de ondas ritmadas. 

As palavras vazias enchem meus ouvidos de música, e o silêncio já não me liberta. 

As correntes sincopadas me prendem no pentagrama, no paradoxo.

A falta do som já incomoda meus tímpanos, que imploram por mais um sussurro. 

Mas vão se contentar com o zumbido da noite. 

Os piores sentimentos.

Sempre vêm nos piores momentos.